domingo, 28 de junho de 2009

Ética e globalização



Texto de referência ao tema:

«Independentemente do lugar onde vivemos ou de quem somos, quando se liga o ecrã do nosso televisor ou do nosso computador, vemo-nos mergulhados no mundo da comunicação global. Estamos ligados. Mas ligados a quê? (...)
A globalização é uma transformação do mundo que conhecemos, mas é também um estado de transição que rompe com as nossas formas de conhecer o mundo em que vivemos. (...)
Na minha opinião, a globalização tem de começar necessariamente no nosso país. Para que possamos medir correctamente o progresso global, é preciso que comecemos por avaliar como lidam as nações em vias de globalização com "a diferença interna" - os problemas da diversidade cultural e da redistribuição, bem como os direitos e as representações das minorias. (...)
Um exemplo do cosmopolitismo pós-colonial à escala global é o que cada vez mais é conhecido como a "metáfora indiana" - ou seja, a forma como a experiência da Índia contemporânea rapidamente está a ser transformada num modelo, até mesmo numa metáfora, para a vida e o trabalho no mundo global da actualidade (Tom Friedman).
Falar da metáfora indiana numa época de globalização é reconhecer os processos de transferência - financeira, cultural, mediática e de mercados -, bem como o processo de transformação - o questionamento da soberania nacional, as ambiguidades das leis e convenções internacionais, a hibridização das culturas, as complexidades da governação global. (...)

(...) a dúvida global é uma componente essencial da ética humanitária e das políticas de inclusão, componente essa que "proporciona uma noção de pertença que leva muita gente a pôr em causa aquilo que considera ser uma injustiça que divide a população mundial". (...) A "dúvida" é (...) uma prática social que consiste em questionamento próprio, inteligência crítica, decisão ético-política e interlocução social. É o processo pelo qual testamos as condições da verdade e as consequências práticas, pragmáticas, dos nossos actos como intervenientes no mundo. A dúvida global é crucial para a nossa noção do que está em causa quando nos afirmamos actores globais. (...)
A Insatisfação é a capacidade de compreender que, para podermos aspirar à transformação ética e equitativa do mundo global em que vivemos, sistemática e incansavelmente teremos de "regressar" às condições sociais e históricas daqueles que se encontram no domínio da morte social - os excluídos, os marginalizados, os desprovidos. (...) a liberdade é um valor político que exige um esforço constante e uma vigilância permanente para a manutenção da sua dimensão moral, do seu impulso gerador de vida. A liberdade faz aposta com o futuro, embora recusando-se a esquecer o passado. (...)
É importante recordar que a porta da História não está aberta nem fechada. Situamo-nos no limiar entre a civilização e a barbárie, entre a guerra e o progresso. Temos de observar com coragem e honestidade as diversas paisagens do mundo contemporâneo que é o nosso para podermos prosseguir caminho. Não podemos perder nunca a grandiosa capacidade humana de manter a esperança a todo o custo, ainda que os ventos de mudança soprem com violência contra a porta da História e contra a nossa morada humana.»

Excertos de: Homi K. Bhabha, Ética e Estética do Globalismo: Uma Perspectiva Pós-Colonial


Actividade

- Após leitura atenta do texto acima transcrito, elabore a sua reflexão sobre o tema "Ética e Globalização". Na sua abordagem, deve considerar os sub-temas debatidos ao longo das aulas.


Bom trabalho!




Imagem: pintura de Johannes Vermeer
(1632-1675)

terça-feira, 16 de junho de 2009




A palavra "EUTANÁSIA" é composta por duas palavras gregas ― "eu" e "thanatos" ― e significa, "uma boa morte". Na actualidade, entende-se geralmente que "eutanásia" significa provocar uma boa morte ― "morte misericordiosa", em que uma pessoa acaba com a vida de outra pessoa para benefício desta. Duas das doenças que levam os pacientes a procurar a Eutanásia são a esclerose lateral amiotrófica ou a doença pulmonar obstrutiva crónica. Estamos a falar de pessoas que já sabem que vão morrer. É tudo uma questão de semanas, ou de meses. Mas, até lá, vão ter de ficar confinadas a uma cama, sem conseguir mexer qualquer membro do corpo, sem conseguir emitir qualquer som que se perceba, sem conseguir mastigar ou engolir, sendo alimentadas através de sondas, respiram através de máquinas, em grande sofrimento e com plena consciência.A única opção que resta a estas pessoas é ver a vida prolongada sem que a possam viver minimamente. Por muito que tenham uma família fantástica, sempre presente e positiva, bem como cuidados médicos espantosos, a vida não vai melhorar nunca, nem o sofrimento acaba ou diminuir. Mas será que isso é motivo para escolher avançar com a Eutanásia? Na minha opinião é sem duvida um grande motivo, tendo em conta que essas pessoas não passam de simples seres em estado vegetal e apenas sobrevivem com a ajuda de máquinas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

eutanásia


” A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda."


Juramento de Hipócrates

Quem argumenta a favor da eutanásia, pensa que esta seja um modo de evitar a dor e o sofrimento de pessoas com doenças em fase terminal ou sem qualquer qualidade de vida.
Esta maneira de pensar defende o direito individual de escolher a sua vida e o momento da própria morte. Neste caso o direito individual está acima do da sociedade que, nas suas leis e códigos visa proteger a vida. Os que argumentam a favor da eutanásia não defendem a morte, mas apenas a possibilidade de esta ser escolhida, por parte de quem pensa que ela é a sua melhor opção. Esta escolha não pode ser irreflectida. Têm que ser avaliados muitos aspectos para garantir que o indivíduo não está ser sofrer influências exteriores à sua vontade e que não se vai arrepender.Há muitos tipos de argumentos contra: religiosos, éticos, políticos e sociais.Do ponto de vista religioso a Eutanásia é considerada como uma usurpação do direito à vida humana, que tem carácter sagrado.
Do ponto de vista da ética médica, o médico, que fez o juramento de Hipócrates, não pode decidir da vida ou morte de alguém. Existem alternativas à morte assistida como sejam os cuidados paliativos e o tratamento da dor.
Do ponto de vista social e político, a aceitação da eutanásia poderia levar herdeiros, com interesses económicos, a recomendar a eutanásia de uma forma abusiva ou ela ser usada com objectivos ilícitos como seja o tráfico de órgãos.Há ainda a imprevisibilidade do tempo de uma vida e a possibilidade de erros de diagnóstico que poderiam levar a mortes precoces em vão.

domingo, 14 de junho de 2009

Eutanásia, sim!


A Eutanásia é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.
A Eutanásia representa actualmente uma complicada questão de bioética e biodireito, pois enquanto o Estado tem como princípio a protecção da vida dos seus cidadãos, existem aqueles que, devido ao seu estado precário de saúde desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte.
A questão da prática da Eutanásia levanta também uma questão moral e religiosa. Não é suposto morrermos "naturalmente" e não por "acção Humana"?
É verdade tudo isso mas também é verdade que existem pessoas ligadas a máquinas sem qualquer vontade de viver pois para além da sua extrema dependência para tudo vivem em constante sofrimento e agonia por verem e não sentirem qualquer tipo de prazer em viver.
Será um desrespeito pela vida humana ajudar uma pessoa a acabar com um sofrimento constante? Julgo que não, acho sim que é respeitar e dar alguma digninidade que é fundamental para todas as pessoas.

"Os direitos humanos são a expressão directa da dignidade da pessoa humana" (direito de escolha)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

EUTANÁSIA/DISTANÁSIA. SIM OU NÃO?



EUTANÁSIA
A palavra "EUTANÁSIA" é composta de duas palavras gregas ― "eu" e "thanatos" ― e significa, literalmente, "uma boa morte". Na actualidade, entende-se geralmente que "eutanásia" significa provocar uma boa morte ― "morte misericordiosa", em que uma pessoa acaba com a vida de outra pessoa para benefício desta. Este entendimento da palavra realça duas importantes características dos actos de eutanásia. Primeiro, que a eutanásia implica tirar deliberadamente a vida a uma pessoa; e, em segundo lugar, que a vida é tirada para benefício da pessoa a quem essa vida pertence ― normalmente porque ela ou ele sofre de uma doença terminal ou incurável. Isto distingue a eutanásia da maior parte das outras formas de retirar a vida.

DISTANÁSIA

A distanásia (do grego “dis”, mal, algo mal feito, e “thánatos”, morte) é etimologicamente o contrário da eutanásia. Consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo sofrimentos adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar a inevitável morte, mas apenas atrasá-la umas horas ou uns dias em condições deploráveis para o doente.

SIM OU NÃO?

Em minha opinião, a eutanásia deverá estar ao alcance das pessoas que em resultado de doença, não tenham uma qualidade de vida minimamente aceitável, limitando-se a medicina a atenuar o seu sofrimento, sem qualquer hipótese de melhoria ou cura. Ou seja se o estado for irreversível, então poderemos pensar em aliviar o sofrimento dessa pessoa e das respectivas famílias, embora essa decisão deva ser tomada dentro por alguém com essa "capacidade" e respeitando as leis que deverão ser muito bem elaboradas.

UM CASO...

"Theresa Marie (Terri) Schindler-Schiavo, de 41 anos, teve uma paragem cardíaca, em 1990, talvez devido a perda significativa de potássio associada a Bulimia, que é um distúrbio alimentar. Ela permaneceu, pelo menos, cinco minutos sem fluxo sanguíneo cerebral. Desde então, devido a grande lesão cerebral, ficou em estado vegetativo, de acordo com as diferentes equipas médicas que a trataram. Após longa disputa familiar, judicial e política, foi-lhe retirada a sonda que a alimentava e hidratava, tendo vindo a falecer em 31 de Março de 2005.
O Caso Terri Schiavo tem tido grandes repercussões nos Estados Unidos, assim como noutros países, devido a discordância entre seus familiares na condução do caso. O esposo, Michael Schiavo, desejava que a sonda de alimentação fosse retirada, enquanto que os pais da paciente, Mary e Bob Schindler, assim como seus irmãos, lutaram para que a alimentação e hidratação fossem mantidas. Por três vezes o marido ganhou na justiça o direito de retirar a sonda. Nas duas primeiras vezes a autorização foi revertida. Em 19 de Março de 2005 a sonda foi retirada pela terceira vez, permanecendo assim até a sua morte. Este caso tem sido relatado na imprensa leiga como sendo uma situação de eutanásia, mas pode muito bem ser enquadrado como sendo uma suspensão de uma medida terapêutica considerada como sendo não desejada pela paciente e incapaz de alterar o prognóstico de seu quadro."

segunda-feira, 1 de junho de 2009





EUTANÁSIA - A MINHA OPINIÃO

Após várias pesquisas que tive que fazer para este trabalho e após reflexão exaustiva, considero a eutanásia como uma prática terapêutica, como uma forma de evitar o sofrimento quando a vida não tem mais sentido, quando não se dispõe de “qualidade de vida”.
Quando desligar a máquina?
A alimentação e a hidratação devem ser suspensas quando são inúteis para o doente. Além de inúteis, podem ser prejudiciais. Está-se a dar ao doente uma comida que ele não vai poder digerir, nem absorver. Neste caso, ainda é pior, a alimentação vai matá-lo mais depressa.
Mas esta decisão não é fácil de tomar nos casos concretos. É importante que tenhamos em mente que o ser humano deve ser respeitado nas suas potencialidades individuais.
Ninguém tem o direito de decidir sobre a vida ou a morte, mas é indispensável que as pessoas estejam completamente informadas sobre outras formas de alívio do sofrimento que não impliquem a eutanásia, como por exemplo os cuidados paliativos que tratam o sofrimento na vertente física, psíquica, social e emocional.
Há pessoas que têm outro tipo de sofrimento que não passa pelo aspecto físico e poderão necessitar de outro tipo de apoios, mas é fundamental que sejam esclarecidas acerca dos meios que têm ao seu dispor. Assim, sou a favor do cuidado domiciliário, pois considero que o sítio apropriado para a pessoa morrer é em casa, rodeada pelas pessoas que gostam dela e lhe dão conforto e carinho, pelas suas coisas, a ler os seus livros, a ouvir a sua música.
Também fiquei a saber que existem grupos de pressão interessados em legalizar a eutanásia por motivos de natureza económica, por quem paga os cuidados de saúde. Por isso as companhias de seguros estão interessadas na sua legalização.

Para terminar, penso que a mais recente notícia de que o projecto de lei do PS sobre os direitos dos doentes à informação e ao consentimento informado (testamento vital), já foi aprovado no Parlamento, PSD e CDS votaram contra, criticando o projecto por ser um passo para a eutanásia.
Temos que ver o que acontece no futuro, uma vez que as leis que contornam esta possibilidade são tão complexas e controversas, que na prática ficamos na mesma.
Uma coisa é dizer, em momentos de desespero, que se deseja a morte, e isto é um sentimento humano. Outra coisa é decidir morrer…

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A Questão da Eutanásia

Nos dias de hoje, a Eutanásia é um facto presente na vida de todos nós. A verdade é que nunca estamos à espera que nos aconteça a nós tal situação, mas temos que a ter em consideração. Na minha opinião pessoal, acho importante rever-se esta questão da Eutanásia. Nos dias que correm, esta é muito falada e criticada. Existe quem a defenda e quem se oponha com "unhas e garras". Isto deve-se muito à religião, pois esta, infelizmente, tem um enorme peso na vida das pessoas crentes.

Pessoalmente, eu sou de acordo com a Eutanásia. Penso que, desde que se saiba cientificamente que já não existe actividade cerebral, que deve puder-se escolher entre viver (sobreviver), ou pôr um termo à vida. A meu ver, não faz sentido estar ligado a máquinas, sabendo que não há qualquer esperança de melhoras.

A verdade é que os médicos devem lutar pela vida das pessoas até ao último fôlego, mas muita das vezes, torna-se complicado, pois são eles que têm a vida das pessoas nas suas "mãos", e sentem a responsabilidade toda sobre si.

Acho importante rever-se esta questão, a Eutanásia, nem que isso signifique rever-se vezes sem conta. A vida do ser Humano deve ser respeitada ao máximo.